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Artist Library / Djalma Não Entende de Política

Djalma Não Entende de Política

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Biography

Com um nome excêntrico, criado a partir de uma sátira feita a um político conservador (bem ao estilo Éneas Carneiro), o Djalma não entende de política é “um double power trio, ou um power sexteto” que vive para divulgar sua criação: o gênero hardsamba progressivo pós-Wagneriano. “Até tentamos nos enquadrar em estilos consagrados, mas nunca conseguimos usar o hardsamba progressivo como palavra-chave”, explica o guitarrista e compositor Carlos Bolívia.

A banda tem um EP lançado em 2014, chamado EP da DP, com cinco faixas. O disco recebeu boas críticas, entrou na lista da Agência Tarja Preta como um dos dez discos mineiros de 2014 e fez com que o grupo fosse, segundo o jornal Estado de Minas, uma das promessas da cena independente mineira. E a promessa virou realidade.

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Após lançar o primeiro registro fonográfico, que conta com músicas debochadas como “DP da DP” (uma de suas canções-ícone do atentado à moral e aos bons costumes) e “Pedro II Afonso Pena“, o grupo formado por André Albernaz, Carlos Bolívia, Carol Abreu, Drica Mitre, Fernando Feijão e Terêncio de Oliveira, lançou em 2016 seu primeiro álbum de estúdio, “Apesar da Crise“.

E apesar da crise, o disco saiu graças à mobilização dos fãs da banda que ajudaram em um financiamento coletivo – feito também para produzir o EP. “Sem essa alternativa, a gente dificilmente conseguiria ter lançado esses álbuns […] Não dá pra ficar na mão de leis de incentivo da forma como são pensadas hoje, à mercê dos critérios do mercado, porque senão não tem espaço pra bandas novas, independentes”, afirmam.

Esse apoio do público do Djalma mostra como as contribuições vão além de uma ferramenta para arrecadar dinheiro e aproximam artista e seus seguidores, principalmente as independentes. “Muito mais que dinheiro, a gente entendeu que é uma forma de envolver a comunidade em torno do projeto, criar laços afetivos com as pessoas que já gostam da banda, chegar a pessoas que nunca tinham ouvido falar da gente, mobilizar muita gente em termos de torcida, energia”, explicam.

Em uma mistura de ritmos e experimentações, o disco consolida três anos de trabalho da banda, em composições de samba, cumbia, frevo, rock e boas doses de deboche e crítica social.

Biography text from Last.fm, available under CC BY-SA.