Biography
Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Viradouro é uma escola de samba brasileira, da cidade de Niterói, mas que há muitos anos participa do carnaval da cidade do Rio de Janeiro. Foi fundada em 24 de junho de 1946, no bairro do Viradouro, em Niterói. Entre os seus fundadores estavam Nelson Jangada, Nelson Braga, Roque Soares, Paulo Dias, Lindolfo dos Santos e Otacílio Nascimento. A escola tem como símbolos uma coroa e um aperto de mãos inter-racial. Foi fundada com as cores azul e rosa, mas, a partir de 1971 adotou as cores vermelho e branco. Tem como padroeiros Nossa Senhora Auxiliadora e São João Batista. A Portela é sua escola-madrinha. Sua quadra é localizada na Avenida do Contorno, número 16, no bairro do Barreto, em Niterói. A Viradouro tem uma escola de samba mirim, a Virando Esperança, fundada em 2006.
A Viradouro participou do Carnaval de Niterói durante 38 anos, entre 1947 e 1985, conquistando dezoito títulos de campeã. Participou da "era de ouro" do carnaval de Niterói, quando era considerado o segundo maior do Brasil, travando disputas acirradas com sua rival à época, a Acadêmicos do Cubango. Ainda detém o título de maior campeã do carnaval niteroiense, mesmo não desfilando na cidade há mais de quarenta anos. A partir de 1986 passou a desfilar no carnaval carioca, chegando rapidamente ao grupo de elite, em 1991. No carnaval de 1997, conquistou seu primeiro título no Grupo Especial, desfilando com o enredo "Trevas! Luz! A Explosão do Universo", do carnavalesco Joãosinho Trinta. O desfile ficou marcado pela "paradinha" em ritmo de funk da bateria de Mestre Jorjão.
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A escola possui quatro títulos de campeã do Grupo Especial, conquistados nos anos de 1997, 2020, 2024 e 2026. Também foi campeã da segunda divisão em 1990, 2014 e 2018 e da terceira divisão em 1989. Ao longo dos anos, coleciona prêmios e homenagens. Em 2022 foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial de Niterói. Sua Bateria, apelidada de Furacão Vermelho e Branco, e sua galeria de Velha Guarda também receberam o título de Patrimônio Imaterial. Entre os clássicos sambas da escola estão: "Amor em Tom Maior" (1981); "Mutou Muido Kitoko" (1982); "O Sonho de Ilê Yfé" (1984); "E a Magia da Sorte Chegou" (1992); "Orfeu, o Negro do Carnaval" (1998); e "O Alabê de Jerusalém: A Saga de Ogundana" (2016).
Biography text from Last.fm, available under CC BY-SA.